Histórico

Inicialmente,  o Dr. Ricardo Kobayashi (SP) representava a SBOT na Comissão da AMB, mas a partir de 2015, foi criada uma Comissão de Atuação em Dor dentro da SBOT que teve como presidente o Dr. André Wan Wen Tsai (SP) sendo composta pelos ortopedistas: Dr. Frederico Barra de Moraes (GO), Dr. José Eduardo Forni Nogueira (SP), Dr. Wellington Luiz Fagundes Braun (PA) e Dr. Ricardo Kobayashi (SP).

Em março de 2019, durante a reunião da Comissão Executiva realizada em Campinas, no TEOT, e presidida por Moisés Cohen (presidente da SBOT gestão 2019), foi aprovada a formação do Comitê de Dor da SBOT com apoio da maioria dos presentes.

Principais justificativas para criação do Comitê:

A dor aguda é uma resposta fisiológica normal a estímulos. No entanto, a falha do controle adequado da dor aguda pode levar a sua cronificação.
A dor tem grande prevalência e impacto no cotidiano do ortopedista. Nos serviços de pronto atendimento a dor é queixa em mais de 60% dos casos, além disso é a principal causa de readmissão hospitalar após cirurgias e a dor aguda pós-operatória é considerada um problema de saúde pública.
Segundo a pesquisa do Comitê de Dor realizada em 2019, os membros da SBOT atendem com grande frequência tanto a dor aguda quanto a dor crônica.

Atualmente, a dor crônica é considerada uma doença e impacta de forma marcante na qualidade de vida dos pacientes. No Brasil, a dor crônica acomete 37% da população. Cerca de 75% dos brasileiros a consideram limitante para as atividades de lazer, relações sociais e familiares. A dor é a principal causa de incapacidade física e funcional dos doentes afastados, a lombalgia é a principal causa de absenteísmo no trabalho no país e isto impacta severamente na economia brasileira.

Um Estudo realizado na Europa com mais de 40 mil pacientes concluiu que a principal causa da dor crônica é a falha de formação dos profissionais de saúde em dor.

A pesquisa do Comitê de Dor também aponta que a maior parte dos membros da SBOT considera que a formação em Dor na residência ou especialização de Ortopedia foi insuficiente, além de demonstrar que a maior parte dos membros da SBOT tem interesse em educação médica continuada sobre o manejo da dor e considera importante a criação do Comitê de Dor da SBOT.

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